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quinta-feira, 10 de abril de 2014

8ª Marcha do Trabalhador reúne milhares de manifestantes em São Paulo


Ontem,  09 de abril,  cerca de 40 mil trabalhadores reuniram-se na Praça da Sé para pressionar o governo a discutir a pauta dos trabalhadores. Alguns itens dela são: redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais; fim do fator previdenciário e igualdade de oportunidade de trabalho entre homens e mulheres.


É unânime entre os sindicalistas que este é momento dos trabalhadores pressionarem o governo federal por ser ano eleitoral. O presidente da CUT, Vagner Freitas fala em aproveitar o momento de eleições e pressionar o governo e Congresso: “O Congresso tem de aprovar a nossa pauta. Esse é o momento. Em ano eleitoral, eles veem atrás de voto e para ter voto de trabalhador (a), tem de atender a pauta da classe trabalhadora", disse o dirigente.

O deputado federal, Paulo Pereira, agradeceu aos trabalhadores pela presença na manifestação e falou sobre o fato da pauta das reivindicações do trabalhadores ser a mesma desde 2010 nunca ter avançado: “Essa pauta é mesma da Conclat em 2010 com a presença de 30 mil dirigentes sindicais que são a favor da redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário, a correção da tabela do imposto de renda, os 10% do PIB para a educação e os 10% do PIB para a saúde. Por isso a nossa insatisfação com o governo que em três anos não fez nada relacionado a pauta trabalhista”, falou o deputado.


Ubiraci Dantas, o Bira, presidente da CGTB, manifestou sua indignação pelo fato do governo dar as empresas brasileiras para o exterior enquanto a taxa de desemprego sobe e o crescimento do país é de 2%:  “Companheiros, está na hora de nós refletirmos. Enquanto vai essa dinheirama pra fora, cadê a nossa saúde, nossa educação? Cadê o transporte coletivo? É necessário fazer com que o Brasil entre nos trilhos do crescimento novamente”, disse Bira.


A 8ª Marcha dos Trabalhadores veio para determinar as mudanças na política econômica do país e não ser contra o governo, o presidente da CTB, Adílson Araújo, falou sobre isso quando a marcha já estava em frente ao Masp, na Avenida Paulista: “a 8ª Marcha da Classe Trabalhadora dá um importante avanço no sentido de determinar mudanças na política econômica que favoreçam o trabalho e a renda dos trabalhadores e trabalhadoras".


As centrais sindicais entregarão um documento com as pautas de reivindicação dos trabalhadores para o governo federal e para os presidentes da Câmara dos Deputados e Senado.




Fonte: Mundo Sindical com informações da CTB e CUT