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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Toma-te! O Dinheiro voltou a circular no Amapá

Salário de Waldez Góes será um dos maiores entre os governadores

Respondendo a processos por improbidade administrativa, peculato e malversação e corrupção ativa e passiva, governador do Amapá, Waldez Góes, aumentou o próprio salário
Respondendo a processos por improbidade administrativa, peculato, malversação e corrupção ativa e passiva, o governador do Amapá, Waldez Góes, aumentou o próprio salário


Enquanto o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), teve um aumento de pouco mais de mil reais no salário, que passou de R$ 20,6 mil para R$ 21,6 mil, no Amapá o governador Waldez Góes (PDT) teve o salário aumentado em R$ 6 mil, passando de R$ 24 mil para R$ 30,4 mil.
Entre os governadores o salário de Waldez perde apenas para o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), aumentado de R$ 29,4 mil para R$ 33,7 mil – o teto do funcionalismo público. O maior aumento foi dado no Rio Grande do Norte, onde o novo governador Robinson Faria (PSD) vai receber R$ 22 mil (o salário do governador anterior era de R$ 11 mil). No caso do vice-governador, Fábio Dantas, do PCdoB, o salário passou de R$ 9 mil para 17,5 mil. Já os secretários passaram de R$ 8 mil para R$ 14 mil por mês.
Na Bahia, o salário do governador passou de R$ 19,3 mil para R$ 22,4 mil. O vencimento do vice e de secretários saltou de R$ 16,2 mil para R$ 19,3 mil. Ao assumir, Rui Costa (PT) prometeu extinguir 1.700 cargos comissionados e extinguir 3 das 27 secretarias.
No Rio Grande do Sul, o governador José Ivo Sartori (PMDB) voltou atrás e cancelou o aumento de R$ 17,3 mil para R$ 25,3 mil devido à repercussão negativa. Na Paraíba, o governador Ricardo Coutinho (PSB) também havia autorizado o aumento, mas depois recuou e decidiu congelá-lo.
Amapá
Mesmo o Estado enfrentando suposta crise financeira, os salários pagos a Waldez, juntamente como o vice-governador Papaléo Paes e os secretários de governo, estão entre os maiores do país. Com o aumento, o salário de vice-governador saltou R$ 16 mil para R$ 28 mil, ou seja, R$ 12 mil de reajuste. A Lei 1.872, do último dia 21 de janeiro, aumentou ainda o salário dos secretários adjuntos, que receberão R$ 11.800, diretores de autarquias e secretários, R$ 14,9 mil. Até dezembro passado o salário de um secretário era de R$ 6 mil.
O reajuste salarial do governador e assessores vem repercutindo nas redes sociais em razão das declarações do próprio Waldez e secretários referentes a dificuldades na saúde, segurança e nas contas públicas. Somente na saúde, segundo o governo, a dívida herdada é superior a R$ 330 milhões.
Desde a posse, o pedetista vem fazendo duras críticas ao governador passado, apontando diversas dívidas que o ex-governador Camilo Capiberibe (PSB) teria deixado. Waldez fala em débitos com a Amprev, que, segundo ele, ultrapassam os R$ 200 milhões só em 2014 e outros R$ 800 milhões em não pagamento de parcelamentos, o que totaliza, só na Previdência, déficit de R$ 1 bilhão. Além desses débitos, o governo alega ainda dívidas de empréstimos junto à Caixa Econômica Federal e ao BNDES que começam a vencer a partir de janeiro e também da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).
“Nosso maior desafio é reequilibrar um Estado quebrado e só alcançaremos esta meta com esforço e compromisso coletivo”, declarou recentemente Waldez durante uma cerimônia que, coincidência ou não, ocorreu na mesma data da lei que alterou o salário dele de R$ 24 mil para R$ 30 mil.
Fonte: Blog Amapá em Dia