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quinta-feira, 26 de março de 2015

No Amapá, Ministério Público quer bloqueio de bens de indiano bilionário da mineração

Mineradora Anglo American batizou exploração de "Sistema Amapá" (Foto: Graziela Miranda/G1)
Foto: Graziela Miranda G1

Números levantados por empresas que prestavam serviços terceirizados para a Zamin Amapá apontam para a demissão de 800 trabalhadores. O dado foi apresentado ao Ministério Público (MP) do Amapá pelos proprietários dos empreendimentos que mantinham contratos com a mineradora, paralisada desde março de 2014 por causa daincapacidade de escoar a produção da minade ferro de Pedra Branca do Amapari, a 183 quilômetros de Macapá. O MP  anunciou que pretende entrar com ação para pedir o bloqueio dos bens do indiano Pramod Agarwal, bilionário dono da mineradora.

A demissão em massa ocasionada como consequência da paralisação da atividade mineral foi tema de reunião entre o MP e representantes das empresas que prestavam serviços para a ZaminAmapá. Além dos bloqueios dos bens de Agarwal, a ação vai pedir a retenção do passaporte do empresário em viagens ao Brasil. O G1 entrou em contato com a Zamin, mas não houve retorno até esta publicação.
Pramod Agarwal, bilionário indiano dono da Zamin Amapá (Foto: Jorge Júnior/Agência Amapá)
Pramod Agarwal, bilionário indiano dono da Zamin
Amapá (Foto: Jorge Júnior/Agência Amapá)
A medida, segundo o promotor Wueber Penafort, visa garantir o pagamento de compensações por danos ambientais, sociais e financeiros a prestadores de serviços em débitos com a mineradora.
“Reunimos com os empresários e nos informamos ainda mais a respeito dos prejuízos causados pela empresa. A ação é necessária para garantir que os danos sejam ressarcidos, porque a empresa estaria desviando recursos das unidades bancárias para se livrar da Justiça, ou seja, o proprietário estaria usando a Zamin para se esquivar do débito social, ambiental e econômico”, disse o promotor de Justiça.
Em dezembro de 2014, a Zamin teve parte dos bens bloqueado pela Justiça do Amapá. Os valores chegam a cifra de R$ 50 milhões e são por compensações ambientais pela poluição de quatro igarapés em Serra do Navio e Pedra Branca do Amapari, municípios onde a mineradora mantinha atividades antes da paralisação.
Por: Abinoan Santiago
Via: G1 Amapá