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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Distrito Industrial tem aumento de 24% na geração de empregos de carteira assinada em relação a 2011

Agência Amapá

Dados divulgados nesta quarta-feira, 7, pelo Departamento de Desenvolvimento Industrial da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), apontam um aumento de 24% no número de postos de trabalhos com carteira assinada no Distrito Industrial. O polo de indústrias fica localizado na divisa entre os municípios de Macapá e Santana.

Um dos principais métodos utilizados pela equipe para obter um diagnóstico preciso do quadro evolutivo das empresas e colaboradores do parque industrial foi o recadastramento dos empreendimentos, o qual é realizado anualmente.

De acordo com o secretário da Seicom, José Reinaldo Picanço, durante os quatro primeiros meses de 2014, a coleta de dados foi feita por meio de visitas periódicas em todas as empresas do Distrito.

"Em relação aos números de empregos, em 2011, registramos 1.664 pessoas empregadas diretamente, porém, em 2014, tivemos um salto positivo, e os números cresceram para 2.067, o que significa um aumento de 24% de empregos, um maior quantitativo de postos de trabalho desde a criação do Distrito Industrial, que hoje tem 71 empresas atuando", enumerou.
O relatório produzido pela Seicom confirma o bom cenário da economia no Amapá, divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revelando que, nos três primeiros anos de gestão do governador Camilo Capiberibe, o Amapá teve um saldo positivo de 16.903 empregos com carteira assinada, uma média de 5.398 por ano.

Para o governador Camilo Capiberibe, a resolução do problema energético através da federalização da CEA, com garantia de investimentos em energia, e as grandes obras de infraestrutura, seja na construção de estradas, pontes, as 22 escolas já construídas e a reestruturação da rede hospitalar do Estado contribuíram decisivamente para garantir movimentação econômica e atrair novos investimentos, além de fortalecer os que já atuam na região.
Novos empreendimentos
O dono da Telhas Metálicas do Brasil, empresário francês Morisse Didier, após fechar três empreendimentos na Guiana Francesa devido a crise econômica europeia, escolheu o Amapá para iniciar um novo investimento e assegura que não se arrependeu.
Empresário francês Morisse Didier escolheu o Estado do Amapá para iniciar um novo investimento e assegura que não se arrependeu

"O que mais pesou na minha decisão, quando resolvi investir no Amapá, foram os incentivos fiscais do governo e a estabilidade política. Não me arrependo, estou em um mercado promissor", afirmou o empresário, com sede instalada no polo industrial de Macapá/Santana.
Incentivos fiscais
Para o chefe da Divisão Administrativa do Departamento de Desenvolvimento Industrial da Seicom, Brito Neto, e também para os empresários, o governo tem trabalhado de forma excelente na questão dos incentivos fiscais para poder atrair investidores.

"Através das entrevistas feitas com empresários, pude verificar a satisfação dos incentivos fiscais e a estabilidade política que toda área de livre comécio oferece para uma empresa se instalar no parque", ressaltou.
Além disso, o Governo do Estado tem feito altos investimentos em várias áreas como infraestrutura, comércio e serviços. Isso reflete diretamente no setor da construção civil e deixa o Amapá apto a receber grandes empresas para gerar emprego, renda e desenvolvimento ao Estado. No mesmo âmbito, também foram concedidas isenções fiscais aos setores de panificação, bares e restaurantes, além das linhas de crédito disponibilizadas pela Agência de Fomento do Amapá.
Ações de infraestrutura
Com inúmeras obras executadas no Amapá e sendo ainda uma vitrine para exportação, por ter localização privilegiada, o Distrito Industrial de Macapá/Santana tem sido visitado e recebido solicitações semanais de empresas americanas, inglesas, chinesas, espanholas, indianas, dentre outras nacionalidades, que pretendem adquirir um lote no parque para instalar seu empreendimento na região. O maior fluxo de empresas dentro do polo são empreendimentos ligados à navegação, ou seja, transporte rodo-fluvial.
Área do parque
A área total do Distrito é de 1.300 hectares e já está toda ocupada. No entanto, a expansão do Porto do Céu ainda dispõe de inúmeros lotes e tem um total de 270 hectares de área. O Instituto do Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Amapá já está trabalhando a questão das licenças dos referidos espaços.
Atualmente, existem no Distrito Industrial 71 empresas, sendo 64 em funcionamento e dez em fase de instalação, que geram 2.067 empregos diretos distribuídos em 30 atividades industriais, dos quais são 1.821 vagas para homens e 246 para mulheres.