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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Índice de inflação volta a mostrar ritmo menor de alta nos preços

A projeção de instituições financeiras para a inflação em 2013 caiu pela quarta vez seguidaImpulsionado pelo comportamento dos preços ao produtor, o Índice Geral de Preços–10 (IGP-10) recuou 1,06 ponto percentual, ao cair de 1,19% para 0,13%, de abril para maio. O indicador foi divulgado nesta quinta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).


Com o resultado de maio deste ano, o IGP-10 acumula alta de 3,54% nos primeiros cinco meses do ano. A taxa anualizada (referente aos últimos 12 meses) ficou em 8,01%. Em maio do ano passado a taxa registrou deflação (variação negativa de preço) de 0,09%. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
Principal responsável pelo recuou dos preços medidos pelo IGP-10 em maio, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) encerrou o mês com variação negativa de preços (0,22%), resultado 1,64 ponto percentual inferior à taxa de abril (1,42%).
Índice
O IGP-10 calcula preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. O índice é amplo e considera as variações de valores de matérias-primas agropecuárias e industriais, de produtos intermediários e de bens e serviços finais. O IGP-10 é calculado com base em três outros índices que integram o estudo sobre a inflação brasileira.
Também usado no cálculo do indicador, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,76% em maio, ante 0,88%, em abril, com destaque para a desaceleração da alta de preços do grupo alimentação (de 1,71% para 1,16%). Nesta classe de despesa, a maior variação foi a do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 15,65% para 2,72%. O IPC mede a variação de preços de um conjunto de bens e serviços que fazem parte das despesas habituais de famílias com renda entre 1 e 33 salários mínimos mensais, como habitação, alimentação e vestuário.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) foi o único a registrar alta de preços entre abril e maio, e ficou em 1,06%, variação de 0,67 ponto percentual sobre o resultado de abril (0,39%). Também variaram os índices relativos a materiais, equipamentos e serviços (0,67%) e custo da mão de obra (1,41%).
Safra de café
Entre os produtos que mais pesam na cesta básica dos brasileiros e influi no cálculo da inflação, o café terá uma safra melhor este ano. A segunda estimativa para a produção da safra cafeeira (espécies arábica e robusta) em 2014, indica que o país deverá colher 44,57 milhões de sacas de 60 quilos de café beneficiado. A previsão é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo a Conab, com este resultado nesta safra quebra-se a tendência de crescimento da produção que, desde a safra de 2005 vinha se observando nos ciclos de alta bienalidade (alternância anual entre grandes e pequenas produções), inclusive ficando abaixo da última safra que foi de baixa. O resultado representa uma redução de 9,33%, ou 4,58 milhões de sacas quando comparado com a produção de 49,15 milhões de sacas obtidas no ciclo anterior.
O arábica representa 72,4% da produção total (arábica e robusta) de café do país. Para a nova safra estima-se que sejam colhidas 32,23 milhões de sacas, com redução de 15,81%. De acordo com a Conab, a redução é devido à forte estiagem verificada nos primeiros meses de 2014, ao das podas nos cafezais e à inversão da bienalidade em algumas regiões produtoras.
Fonte: Correio do Brasil