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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Ministra da Agricultura Kátia Abreu diz a jornal que não há mais latifúndio no Brasil

Kátia Abreu

A nova ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB-TO), 52 anos, disse em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, desta segunda-feira, que o latifúndio não existe mais no Brasil. A peemedebista defendeu uma reforma agrária pontual e disse, ainda, que pretende dialogar com movimentos sociais como o MST.
Latifúndio
Ao diário paulista, Kátia Abreu declarou que “o latifúndio não existe mais, mas que isso não acaba com a reforma. A bancada vai trabalhar sempre, discutir e debater”.
Sobre a crise que ocorre em países como China e Rússia, a ministra afirmou que “há dificuldades, mas que não há muitos temores com relação às commodities de alimentos”. Abreu disse que, “as pessoas precisam comer” e que não acredita em alteração de volume das exportações.
Demarcação indígena
A atual ministra da Agricultura disse que não há problemas com terra indígena, mas sim com a ilegalidade e que não pode tirar terra de pessoas e dar para outras. Ao jornal Abreu falou que “se a presidenta entender que os pataxós estão com a terra pequena, arruma dinheiro da União, compra um pedaço de terra e dá para eles”.
Missão de revolucionar
Ainda segundo a ministra, foi dada a ela a “missão de revolucionar o Ministério”. A presidenta Dilma Rousseff quer que o Ministério da Agricultura tenha uma interlocução forte com o Ministério dos Transportes para discutir logística, PAC 2 e PAC 3. Sobre os recursos destinados para os investimentos, Kátia cita a aposta na privatização. Segundo ela, “o correto é fazer as hidrovias e depois concessionar para a iniciativa privada”.
Não existe terra ruim
Sobre os pequenos agricultores, Kátia Abreu disse que “é preciso criar uma grande classe média rural brasileira” e que é necessário identificar as pessoas, fazer editais, leilões para que possa ser possível dar uma assistência continuada a esta classe. “Não existe terra ruim”.
Kátia Abreu (PMDB-TO), entrou para o ramo do agronegócio com a morte do marido em um acidente de avião, em 1987. Nascida em Goiânia, ela é formada em psicologia pela Universidade Católica de Goiás. Atualmente é presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Integrou as Comissões de Assuntos Econômicos, Constituição, Justiça e Cidadania, de Agricultura e Reforma Agrária e Assuntos Sociais. Em 2014, foi reeleita senadora pelo estado do Tocantins.

Por Correio do Brasil, com agências de notícias - do Rio de Janeiro