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sábado, 4 de abril de 2015

RISCOS NA LAVANDERIA HOSPITALAR – DDS

O trabalho em hospitais gera riscos consideráveis, e na área de lavanderia hospitalar não é diferente.
A lavanderia hospitalar normalmente se divide em duas áreas, suja e limpa. Cada área tem um tipo de trabalho e cada tipo de trabalho gera riscos particulares.

RISCOS NA LAVANDERIA HOSPITALAR – ÁREA LIMPA

Choque elétrico: O risco de choque é sempre presente, pois não é raro que em lavanderias hospitalares não exista aterramento. E em um local onde alguns trabalhadores trabalham molhado o risco é muito aumentado.
O aterramento elétrico evita acidentes e precisa sempre ter a atenção que merece.
Risco de corte: Quando o maquinário é antigo ou mal cuidado o risco de corte é uma realidade. Por isso, é importante cuidar do maquinário e tomar a injeção anti-tetânica, injeção essa, que faz parte das vacinas obrigatórias.
Pedaços de ossos, agulhas, lâminas de barbear, bisturis e outros materiais, eventualmente podem chegar até a área limpa envoltos na roupa lavada e até na roupa depois de seca. Todo o cuidado é pouco.
Sempre que for encontrado esse tipo de material, a área da enfermagem e do centro cirúrgico deve ser comunicada para a tomada de ações que visam evitar que o caso se repita.
Trabalho molhado (frio): O pessoal que faz a centrifugação das roupas deve receber avental para evitar que contato direto do corpo com a roupa molhada. E assim, evitaremos o frio que leva a outros transtornos.
Riscos na lavanderia hospitalar
Calor: Os secadores e calandras (ferro de passar) são máquinas geradoras de calor.
É necessário avaliações periódicas no ambiente a fim de quantificar o calor e tomar as medidas preventivas e corretivas necessárias.
Os trabalhadores precisam ser instruídos a beberem muita água. Para evitar chateações de preferência deve existir um bebedouro nas proximidades da lavanderia.
Queimaduras: A calandra (ferro de passar) gera riscos de queimaduras que podem acontecer inclusive, com gravidade elevada. A instalação de proteções coletivas tipo barreira, visa impedir o acesso do trabalhador as áreas de risco de queimaduras.
É preciso sempre avaliar sempre se proteção está sendo eficiente. Os trabalhadores precisam entender que não podem retirar, suspender ou inutilizar a proteção.
Incêndio: As máquinas de passar e lavar fazem uso de calor, e esse calor por sua vez é causador de risco de incêndio.
É recomendado que os trabalhadores recebam treinamento de manuseio de extintores, e que nas proximidades tenha extintores, obrigatoriamente de fácil e rápido acesso.
Risco biológico: Está presente em toda área hospitalar. Na área limpa da lavanderia é infinitamente menor do que na área suja, uma vez que a roupa já foi lavada, ás vezes em temperaturas elevadas.
Mesmo assim, o cuidado é importante para evitar os cortes e outras formas de contato com risco biológico.
Roupas mal lavadas ou com resíduos biológicos (sangue, fezes, urina) devem ser imediatamente voltadas para a área suja para serem ré-lavadas.
Em caso de reincidências o responsável pelo processo de lavagem das roupas deve ser comunicado e o processo deverá ser reavaliado.
Ruído: Se as avaliações do ambiente mostrarem necessidade os trabalhadores precisarão usar protetores auditivos.

RISCOS NA LAVANDERIA HOSPITALAR – ÁREA SUJA

Risco biológico: É um risco muito presente na área suja. O risco de contaminação pode ocorrer no momento de recebimento e manuseio das roupas sujas vindas dos aposentos dos internados, bem como, da UTI, centro cirúrgico e outros.
O risco ocorre com a possibilidade contato com dejetos do corpo humano ou sangue, pedaços do corpo humano, agulhas, bisturis e toda sorte de perfuro cortantes usados no ambiente hospitalar, bem como, no centro cirúrgico.
Produtos químicos: Os produtos químicos usados na lavagem das roupas são um ponto de risco em potencial. Alguns são tóxicos ao organismo humano, outros podem causar queimaduras, asfixia, lacrimejamento e ainda podem tornar o piso escorregadio.
Grande parte das lavanderias atualmente têm o processo de lavagem automatizado e isso é mais uma arma em favor da prevenção. Uma vez que evitando o contato com os produtos evita-se o risco.
Em caso de ambientes onde existe manuseio de produtos químicos o uso de EPI é fundamental.
Calor: Como boa parte das lavanderias trabalham com lavagem a quente para favorecer a limpeza e a descontaminação, o ambiente na área suja normalmente tem temperatura elevada. Soma-se a isso o fato de que o ambiente não pode promover ventilação para áreas abertas, ou seja, o ar da área suja, contaminado ou não, normalmente é exaurido para o esgoto.
Logo quanto o sistema de ventilação exaustora é desligado o trabalhador em alguns casos convive com o odor do esgoto.
O sistema de ventilação exaustora precisa permanecer ligado em todo o período de trabalho.
O uso de ventiladores é proibido, pois, somente circularia a ventilação contaminada no ambiente o que favorece o transporte aéreo de microrganismos dispersos no ar.
Queimaduras: Pode ocorrer no caso de contato com a tubulação que trás á água quente ou vapor.
Incêndio/explosão: Alguns produtos químicos reagem entre si causando emissão de vapores inflamáveis e risco de incêndio e até explosão.
É necessário pelo menos um conhecimento mínimo a respeito da reação dos produtos em caso de mistura. Pois, alguns reagem violentamente podendo até asfixiar o trabalhador em poucos minutos.
Choque elétrico: As máquinas de lavar por trabalharem com água (água é um condutor de energia elétrica) e serem de alumínio merecem atenção especial. Pequenos choques podem preceder grandes choques. Portanto, os trabalhadores tem que ser orientados e a procurar de imediato o setor responsável e parar imediatamente o equipamento se sentirem descargas elétricas ainda que pequenas.
Cortes: Podem ocorrer em máquinas de lavar antigas, bem como no manuseio de roupa suja. Um risco de corte e lesões com perfuro-cortante na área suja é constante. Por isso o uso de luvas adequadas é fundamental.
 
Separação de roupas: É uma das horas mais críticas do trabalho. Os trabalhadores precisam ser orientados a nunca abraçar os sacos de roupa contaminada. O toque na roupa e no saco de roupa suja deve ser feito sempre superficialmente. Em alguns hospitais já dispõem de detector de metal para ser usado nesse momento. O uso é muito recomendado.
Pedaços de ossos, agulhas, lâminas de barbear, bisturis e outros materiais, eventualmente podem chegar até a área suja envoltos na roupa. Todo o cuidado é pouco.
Sempre que for encontrado esse tipo de material, a área da enfermagem e do centro cirúrgico deve ser comunicada para a tomada de ações que visam evitar que o caso se repita.
Ruído: Ás máquinas de lavar, bem como a introdução de vapor quente para lavagem a quente, podem gerar níveis de ruído altíssimos! O uso de protetores auriculares precisa ser analisado.

TREINAMENTO DE USO DE EPI
O treinamento de uso de EPI é fundamental.
Imagine comigo a situação. Você fornece para o trabalhador protetor auditivo de inserção, o famoso plug. Então o trabalhador terá que pegar em diversos tipos de roupas sujas com os mais diversos tipos de resíduos humanos oriundos de diversas pessoas com diversas doenças….
Se esse trabalhador não tiver o mínimo de preparo ele fatalmente pegará no protetor auricular com as mãos sujas, introduzirá o protetor no ouvido e terá um grande risco de contrair os mais diversos tipos de doenças. A mesma situação se aplica ás luvas, ás botinas, aos óculos, viseiras de proteção, etc.
O treinamento de uso, guarda e conservação do EPI (NR 6, item 6.6.1 letra d) não deve ser ministrado somente no ato da contratação do trabalhador, deve ser realizado periodicamente…. O treinamento não deve alcançar somente o pessoal da área suja, más todos que façam uso de EPI no desempenho de suas atividades.

EPI’s RECOMENTADOS
Botina de borracha: Evita quedas, pés molhados e contato com materiais e resíduos biológicos.
Óculos de Segurança: Evita que respingos de produtos químicos e materiais biológicos lançados no ar atinjam nos olhos.
Viseira de segurança: Óculos de Segurança: Evita que respingos de produtos químicos e materiais biológicos lançados no ar atinjam nos olhos. Proporcionam uma área de proteção no rosto bem maior do que os óculos de segurança.
Máscara PFF 2 e similares: Proteção contra riscos biológicos.
Máscara de proteção com filtro para produtos químicos: Esse tipo de EPI só deve ser usado se o sistema de dosagem dos produtos químicos de lavagem das roupas for manual.
Para o tipo de máscara consulte seu revendedor de EPI levando os rótulos dos produtos que utiliza.
Luva de PVC cano longo: Evita contato com materiais e resíduos biológicos.
Luva de látex: Usada na limpeza dos banheiros.
Protetores auditivos: Tipo plug ou concha. Analisar o indicado ao seu ambiente.
Avental impermeável: Evita contato do corpo com a humidade.
Luva térmica: Evitar contato com o calor das secadoras e calandras (ferro de passar).

VACINAÇÃO
Os trabalhadores de áreas hospitalares precisam estar sempre com a vacinação em dia! A vacinação é peça fundamental na proteção do trabalho e é grátis!

PROGRAMAS DE SEGURANÇA
São muito importante tanto para a área limpa como a suja.
PPRA: O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais é usado para avaliar o ambiente qualitativamente e quantitativamente e definir as medidas preventivas com base nos riscos encontrados.
PCMSO: O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional é usado para propiciar através de exames médicos a o diagnóstico precoce de doenças e males, propiciando assim descobrir também os setores de maior incidência de doenças e agir com foco na prevenção. Além de documentar o programa de vacinação do trabalhador.
PCA: O programa de Conservação Auditiva é usado para áreas de ruído elevado. Através do PCA é traçada a história auditiva do trabalhador. Analisando possíveis perdas auditivas e tratando os casos com maior rapidez e eficiência. Sendo um programa específico às chances de sucesso na proteção auditiva são aumentadas significativamente. 
Por: Nestor W. Neto.