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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Macapá é destaque no dia das manifestações contra a Copa

No dia das “manifestações contra as injustiças da Copa”, a maior reunião de massas ocorreu em Macapá: Uma cidade de 370 mil habitantes, teve a participação de 20 mil pessoas para admirar a taça da Fifa exposta no Monumento do Marco Zero. Em contrapartida, os atos públicos da quinta-feira (15) realizados em sete grandes capitais, entre as mais populosas do Brasil, reuniram, nas contas de um jornal, 21 mil manifestantes.A Copa tem sido um valor de protesto agregado, mas não é o vetor das manifestações. Na cidade de São Paulo, com 11 milhões de habitantes, o conjunto de atos públicos reuniu 15,7 mil pessoas, das quais oito mil eram professores desfilando reivindicações trabalhistas.
O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto mobilizou menos de dois mil manifestantes, e suas demandas, apesar de inseridas na “Campanha Copa Sem Povo, Tô na Rua de Novo”, foram controle de aluguéis, mudanças no Programa Minha Casa, Minha Vida e “política federal de prevenção de despejos forçados”.
Tudo vai de cambulhada como “atos contra a Copa”, mas salta aos olhos que as críticas ao Mundial da Fifa são minoria. Infelizmente, tal observação fica prejudicada porque as manifestações também incorporam hostilidade à certa imprensa. As principais redes de TV não nos deixam ver pormenores, pois registram as passeatas de helicóptero para evitar que suas equipes sejam agredidas nas ruas.
A grande visibilidade vai para a cantilena político-partidária de grupos que se opõem ao governo. Seus argumentos economicistas, de que ocorre desperdício de verbas públicas, não se sustentam. Não se faz Copa do Mundo para ganhar dinheiro, e sim pela festa que encerra e a projeção geopolítica que proporciona, mas é fato que um megaevento desse porte se paga e dá lucro.
Ao final, os bilhões de reais injetados na sociedade irão, por ironia, ajudar a saldar as seculares dívidas sociais que levam manifestantes às ruas.
Texto publicado por: Aldo Rebelo, ministro do Esporte.

O artigo foi publicado em 17/05/2014 no jornal Diário de São Paulo