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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Seminário vai expor os potenciais do Porto de Santana nos dias 19 e 20 de maio em Macapá

Fonte: Agência Amapá
Porto amapaense é alternativa para incrementar a economia local ao transformá-lo em um dos principais pontos de escoamento na Região AmazônicaExpor as potencialidades econômicas do Porto de Santana e as decisões que vêm sendo efetivadas pelo Governo do Amapá para desenvolver a logística de exportação de mercadorias locais e de outros estados, e pesquisa em offshore (para exploração de petróleo), é o objetivo principal do seminário que acontece na segunda e terça-feira, 19 e 20, em Macapá, a partir das 9h.
Durante os dois dias de evento, os agentes envolvidos nesse tema firmarão pactos de gestão e consolidação das atividades que farão das áreas portuárias um espaço multimodal, tornando-se uma alternativa de escoamento de grãos, entre outros produtos, para o mercado internacional.
Intitulado "Amapá Logística e Offshore", o seminário acontecerá no Ceta Ecotel, no Distrito de Fazendinha, e contará com a presença de investidores locais e vindos de outros estados, estrangeiros e autoridades políticas, como o representante do ministro da Secretaria de Portos da Presidência da República e os senadores Jorge Viana (AC), vice-presidente do Congresso Nacional, e João Alberto Capiberibe (AP).
Atração de investimentos
O encontro é fruto de uma articulação do governador do Amapá, Camilo Capiberibe, iniciada em 2011, quando assumiu o mandato. Uma das primeiras medidas tomadas para dotar o Porto de Santana de infraestrutura logística, permitindo a abertura de uma nova rota comercial, foi a visita que fez ao Mato Grosso.
O objetivo da viagem foi de verificar a atividade econômica agropecuária daquele estado e a viabilidade para essa produção chegar aos mercados europeus e asiáticos saídos pelo porto amapaense e, com isso, incrementar a economia local ao transformá-lo em um dos principais pontos de escoamento na Região Amazônica.
O resultado desse primeiro contato com produtores agrícolas mato-grossenses foi despertar o interesse de investidores da Companhia Norte de Navegação e Portos (Cianport) em construir um porto "graneleiro" na Ilha de Santana, localizada no município de Santana, a 17 quilômetros de Macapá.
A empresa então buscou, junto aos órgãos ambientais do Governo do Amapá, o licenciamento para começar a obra. A Cianport também conseguiu reservar uma área dentro da Companhia Docas de Santana (CDS) para garantir logística de transporte de carga viável ao escoamento de grãos.
As articulações para desenvolver o porto amapaense incluíram sucessivas reuniões com outros empresários interessados na atividade portuária. Esses encontros possibilitaram a consolidação de uma nova linha de navegação e transporte de carga, lançada em julho de 2012, no Porto de Santana.
A criação dessa linha foi articulada por meio de um estudo das potencialidades do Amapá, feito pela Cianport (BRA) e a francesa CMA CGM, a qual atua há mais de dez anos no mercado e que também apostou na importação e exportação de produtos através do porto amapaense.
Dando prosseguimento à mobilização para desenvolver o Estado, o governador Camilo Capiberibe também conheceu a estrutura logística do Canal do Panamá, do Parque Logístico do Panamá e da Zona de Livre Comércio de Cólon, durante missão oficial àquele país, em 2013. A comitiva era composta de gestores estaduais, pelo prefeito de Santana, Robson Rocha, além de parlamentares santanenses.
Depois de apresentar as potencialidades do Porto de Santana às autoridades panamenhas, o Governo do Amapá recebeu a visita da embaixadora do Panamá, Gabriela Garcia Carranza, que garantiu ter ficado impressionada com o potencial do Amapá, e prometeu voltar para estreitar ainda mais as relações comerciais com o Estado.
Em 2014, as articulações ganham força com a iminência de se consolidar as relações empresariais, internacionais e com o município de Santana, por meio da realização do seminário "Amapá Logística e Offshore", no qual será definida a infraestrutura necessária que permitirá a ampliação das atividades do porto.
A discussão das perspectivas do Amapá como base de apoio para a exploração petroleira que está prevista para a costa amapaense é outra possibilidade, que conta com a presença de algumas das maiores empresas do setor. Esses empreendimentos foram contatados ao longo do período em que se iniciou com os leilões de áreas realizados pela Agencia Nacional de Petróleo (ANP), que também estará no evento. E seus representantes querem conhecer as vantagens da instalação de suas estruturas no Estado do Amapá.
Maiara Pires e Júnior Nery