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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Bancários sinalizam greve nacional para o próximo dia 30

negociacao FENABAN foto tiago silva
Em rodada de negociação nesta sexta-feira (19), em São Paulo, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) ofereceu reajuste salarial de 7%, aumento real de apenas 0,65%, enquanto os bancários reivindicam 12,5% (aumento real de 5,4% mais inflação projetada em 6,35%). O piso salarial de 7,5% também está abaixo do pedido pela categoria que quer R$ 2.979,25, valor do salário mínimo definido pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
As cláusulas sociais, como o fim das demissões, ampliação do quadro de funcionários para desafogar as agências, fim das metas e do assédio moral, investimento em segurança para coibir os ataques às agências e igualdade de oportunidades não constam entre os itens apresentados.
Sem alternativas, os bancários da Bahia realizam assembleia na quinta-feira (25), às 18h, no Ginásio de Esportes do Sindicato, ladeira dos Aflitos, para deliberar sobre a greve nacional. A orientação do Comando Nacional é para que a paralisação por tempo indeterminado comece no dia 30, respeitando, desta forma, os prazos legais, conforme prevê a lei de número 7783/89.
Reinvindicações:
- PLR: três salários mais R$ 6.247,00;
- Piso: R$ 2.979,25 (salário mínimo do Dieese);
- Vale alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche|babá: R$ 724,00 (salário mínimo);
- 14º salário;
- Fim das demissões, ampliação das contratações, combate à terceirização e a precarização das condições de trabalho, adoção da Convenção 158 da OIT que proíbe dispensas imotivadas;
- Medidas de segurança, como dois vigilantes durante o expediente, porta-giratória com detector de metais desde a área de autoatendimento, fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários;
- Adicional de risco de 30%;
- Igualdade de oportunidades.